segunda-feira, 20 de maio de 2013


Nutricosméticos, aliméticos e nutracêuticos


Vocês já ouviram falar nestes termos? Sabem do que se tratam? Para que servem?
Esta publicação surgiu, exatamente, da ideia de explicar sobre estes produtos que abarrotam, cada vez mais, as prateleiras das drogarias e farmácias de manipulação.
Mãos à obra!


Nutricosméticos

Legalmente, este termo é incorreto. A Anvisa classifica os nutricosméticos na categoria de alimentos funcionais, substância bioativa, suplementos nutricionais ou fitoterápicos.  O termo “nutricosméticos” é utilizado mais como uma invenção de marketing. Estes podem ter em sua composição: vitaminas, minerais, aminoácidos, fitoterápicos ou compostos bioativos de origem vegetal. Sua ingestão pode ser na forma de cápsulas ou alimentos como balas, bebidas ou iogurtes e o principal objetivo destes é promover a beleza (antirrugas, anticelulite, antiacne, etc) através da saúde.  Empresas como a Nestlê e Loreal (Inneov), Integral Médica (Nutricé), Nutrilatina (Renovee), Danone e Unilever veem pesquisando e desenvolvendo amplamente  os  nutricosméticos.

Fonte: Inneov Brasil


Nutracêuticos

Nutracêutico é todo alimento ou nutriente isolado que possa prevenir ou tratar doenças, como fibras alimentares, ácidos graxos poliinsaturados (ex: ômega 3 e ômega 6), minerais, vitaminas antioxidantes, entre outros. Diferente dos nutricosméticos, estes priorizam a prevenção e manutenção da saúde (cardioprotetores, osteoprotetores, neuroprotetores) e não a beleza.



Aliméticos

Com o mesmo objetivo dos Nutricosméticos, os aliméticos visam  a beleza, através da reposição / complementação de vitaminas, sais minerais e colágeno. Contudo, estes se apresentam somente como bebidas ou alimentos. Geralmente, esses alimentos/bebidas não possuem açúcar, conservantes ou corantes em sua composição. A eficácia destes ainda é muito discutida (o marketing pode ser maior do que os benefícios) no meio científico.

Fonte: Beauty'in


Lembrem-se: O uso destes suplementos só devem ser realizados mediante prescrição de um nutricionista ou médico. Não esqueçam que nós possuímos genética, metabolismo e saúde geral diferenciados.
Espero ter contribuído para ampliar seus esclarecimentos sobre alimentação e nutrição.



Tenham uma ótima semana!!!









sexta-feira, 3 de maio de 2013



Tipos de açúcar

No momento em que presenciamos um “boom” no uso dos adoçantes (mesmo com os riscos que estes apresentam), principalmente por pessoas que desejam a perda de peso, acho muito importante relembrarmos e conhecer (para quem ainda não conhece) um pouco mais sobre as características nutricionais dos tipos de açúcar que podemos encontrar no mercado.

Dica: Quanto mais escuro for o açúcar, assim como acontece com o arroz e o trigo, mais nutrientes ele possui em sua composição.

Açúcar mascavo: Este tipo de açúcar é do tipo integral, onde todos os minerais (cálcio, magnésio, fósforo e ferro) são preservados, já que este não passa pelo processo de refinamento. Possui coloração marrom e sabor similar ao da cana-de-açúcar. Não é recomendado para diabéticos e seu uso deve ser moderado, visando a prevenção de doenças e ganho excessivo de peso.

Açúcar demerara: Este açúcar é intermediário entre o mascavo e o refinado. Com isto, possui quantidade  de nutrientes menor que o primeiro. Diferente do mascavo, este não possui um sabor muito forte, não alterando o sabor das preparações. Assim como o mascavo, o demerara não deve ser consumido por diabéticos e seu uso deve ser moderado.

Açúcar refinado: Este tipo de açúcar passa por um processo de refinamento e adição de produtos químicos para dar a coloração branca deste tipo de açúcar.  Devido a estes processos, os minerais destes são extremamente reduzidos e insignificantes à saúde humana. Assim como os anteriores, o consumo deste não deve ser realizado por diabéticos e seu uso também deve ser moderado.

Açúcar orgânico: Similar ao açúcar mascavo, mas com menor risco à saúde, este preserva todos os minerais da cana-de-açúcar. Pois, além de estar em sua forma integral, a matéria prima deste é cultivada sem nenhum aditivo químico (agrotóxico) e a plantação não sofre transgenia. O consumo deste tem prescrição idêntica aos anteriores.

Açúcar cristal: Idêntico ao açúcar refinado. O que os difere, é que o açúcar cristal passa por um leve processo de refinamento. Contudo, 90% de seus nutrientes são extraídos neste processo.

Açúcar light: Surge da combinação do açúcar refinado com adoçantes artificiais, como o aspartame, o ciclamato e a sacarina. Com isto, apresenta um teor calórico reduzido. Deve-se ter cautela no uso deste, pois como este açúcar possui um leve sabor, pode levar ao uso abusivo, gerando à perda do benefício de redução de calorias.

Agave:  Este é proveniente do agave azul, uma planta originária do México. Substituto do açúcar, ele é 100% natural e orgânico. Possui coloração amarela clara, com textura mais fluída que o mel, contém nutrientes como ferro, cálcio e magnésio e apresenta um poder adoçante maior que o açúcar da cana-de-açúcar. Este ainda apresenta baixo índice glicêmico, ou seja, este é o único tipo de açúcar que pode ser consumido por diabéticos. O Agave, utilizado no lugar do açúcar, auxilia no emagrecimento, pois tem menos calorias e menor índice glicêmico; Ainda devido ao baixo índice glicêmico, atua como protetor contra diabetes. Por todos estes benefícios, o Agave é importantíssimo para quem deseja manter um estilo de vida saudável.

Plantação de Agave-azul

Espero que tenha lhes auxiliado em mais uma escolha saudável!
Tenham um ótimo final de semana!!!


Fonte:http://drauziovarella.com.br/obesidade/conheca-a-diferenca-entre-os-diversos-tipos-deacucar/;http://www.mundoverde.com.br/Saude/Artigo/2010/02/09/Extrato-de-Agave/

quarta-feira, 24 de abril de 2013


Alimentos termogênicos


                Decidi falar sobre este assunto frente à crescente busca de mulheres e homens por “milagres” para a perda de peso.
                Como profissional de saúde, eu me posiciono totalmente contra fórmulas mágicas e remédios (exceto em casos onde a obesidade ou sobrepeso possam levar a um dano à saúde do paciente) que tenham este “poder milagroso”. Primeiro, porque os remédios funcionam somente enquanto você os ingere e, depois que você decide parar sem mudanças de hábito alimentar, o retorno do peso é certo. Segundo, porque, todos sabemos que o X do problema do excesso de peso, está, na maioria dos casos, diretamente ligado ao sedentarismo e hábitos alimentares inadequados.
                Ao entendermos e identificarmos a causa de nossos excessos nada saudáveis, porque não utilizarmos o que a natureza nos oferece (alimentos não processados) e estimulamos nosso gasto energético (atividade física) sem  ficar “escravos” de drogas, reduzindo nossos gastos com fármacos e evitando os efeitos colaterais que estes nos trazem?
                Frente à reflexão acima, quanto a mudança de hábitos,  citarei os principais alimentos que além de proporcionarem um “up” no nosso sistema imunológico, ainda contribuem com o aumento de queima de calorias/aceleram o metabolismo, contribuindo para a perda de peso. São os chamados “alimentos termogênicos”.
Vale lembrar que cardíacos e hipertensos devem ter cautela no consumo destes alimentos.

  • Chás verde e branco – Permitem que a gordura corporal seja utilizada como fonte de energia, auxiliando a perda de peso. O consumo desta bebida gelada favorece ainda mais o gasto energético, pois o nosso corpo gasta mais energia para aquecer a bebida para ser absorvida pelo organismo;
  • Canela – Auxilia no aumento do metabolismo e na redução da glicose, sendo benéfico, também, para diabéticos e hiperglicêmicos. Pode ser utilizada em frutas ou legumes;
  • Gengibre –Auxilia no aumento do gasto energético. Pode ser consumido em sopas, saladas,  sucos de frutas e como chá;
  • Pimenta – Rica em capsaicina, uma substância que contribui para a quebra de gordura. Este, ainda é considerada um alimento afrodisíaco. Pode ser utilizada em saladas, carnes, sopas;
  • Óleo de coco – Favorece o aumento da termogênese, contribuindo, principalmente, para a redução de circunferência abdominal, além de proporcionar saciedade. Pode ser utilizado em frutas, saladas, sucos, torradas e outros;
  • Chá de hibisco – Assim como os chás verde e branco, este é um potente termogênico (auxilia na perda de peso).


O consumo destes alimentos deve ser feito 30 minutos antes da atividade física.
Não se esqueçam, que, alimentos não funcionam como milagres. A adoção de uma dieta equilibrada e saudável e atividades físicas são primordiais para o sucesso de seu plano de perder aqueles quilogramas extras.



Ótima semana à todos!!!



quinta-feira, 18 de abril de 2013

Os benefícios do óleo de coco


Os benefícios do óleo de coco 



O óleo de coco é extraído da carne de coco maduro (fresco ou seco) e neste processo não se aplicam aditivos químicos ou altas temperaturas.
Apesar de ser um tipo de gordura saturada, o óleo de coco é rico em ácido fenólico, ou seja, apresenta menor efeito negativo ao perfil lipídico e não forma depósitos de gordura corporal.

Função antioxidante: O consumo moderado de óleo de coco extra-virgem auxilia na redução do LDL-colesterol (conhecido popularmente como o “mau” colesterol) e no aumento do HDL-colesterol (conhecido como o “bom” colesterol), contribuindo para a prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares.  

Coadjuvante no emagrecimento: Pesquisas apontam que o óleo de coco, por conter triglicerídeos de cadeia média (TCM) – um tipo de gordura que é rapidamente absorvida, aumenta a termogênese , ou seja, aumenta o o gasto energético. Com isto, pode-se verificar a redução de circunferência abdominal nos pacientes que utilizam o óleo de coco extra virgem, quando associado à práticas alimentares saudáveis.

Ação antifúngica e bactericida:  Além de todos os benefícios citados acima, o óleo de coco apresenta 50% de ácido láurico – um importante componente de ação antifúngica, antibacteriana e antiviral. Onde alguns estudos apontam a ação benéfica do consumo deste alimento funcional, como coadjuvante, no tratamento de patologias como gastrite e candidíase.

Sugestão de uso: O óleo de coco pode ser usado como tempero em saladas, em saladas de fruta, iogurtes, sanduíches ou sucos. O aquecimento deste óleo não é recomendado, já que suas propriedades antioxidantes podem ser perdidas com este processo.

Lembre-se que, como todos os alimentos que ingerimos, o consumo deste óleo deve ser moderado, pois o consumo excessivo de gorduras pode contribuir para o ganho de peso e, consequentemente, doenças cardiovasculares.

Tenham, todos, uma excelente tarde!
Até a próxima!






Fonte: http://mundoverde.com.br/blog/2011/10/31/3812; Óleo de coco-Milagre para emagrecer ou mais modismo, Rodrigues, A., Abeso, 56, Abril 2013.

quarta-feira, 10 de abril de 2013


Qualidade de pescados


            Hoje, gostaria de ajudar um pouco à todos que apreciam muito os peixes e frutos do mar, mas que não sabem ou entendem pouco como estes devem estar armazenados e, principalmente, quais as características mais importantes que devemos observar ao escolher este tipo de alimento.
            Ao comprar os pescados, evite os congelados, pois estes podem “esconder” algum tipo de deterioração (produtos fora do prazo seguro ao consumo ou contaminados) que conseguimos identificar melhor quando estes estão frescos. Lembrando que, quando expostos à venda, os pescados devem ser armazenados sob refrigeração (temperatura  de entre 0 ºC e 2 ºC) ou sobre uma generosa camada de gelo.
 Abaixo, listarei algumas características básicas para auxiliá-los na compra destes.

Peixes:

  •    Devem ter olhos brilhantes, salientes e sem a presença de manchas brancas no centro do olho;
  •   As escamas devem estar bem aderidas à pele, translúcidas e brilhantes;
  •   A pele tem que estar firme e resistente. Ao pressionar a pele do peixe, se esta demorar ou não retornar para a posição inicial, significa que este não está próprio para consumo;
  •    As brânquias devem apresentar coloração entre rosa e vermelho intenso e ausência ou de muco (líquido pastoso);
  •   O odor deve ser suave e característico do tipo do peixe.


Crustáceos (camarão e lagosta)
·    Devem apresentar aspecto brilhante;
·    O corpo tem que possuir uma curvatura rígida e natural da espécie;
·    As patas devem estar resistentes e inteiras;
·    A carapaça (revestimento externo) e a cabeça devem estar bem aderidas ao corpo;
·    A coloração é própria da espécie e não podem apresentar mancha negra ou alaranjada, pois significa que este pode estar deteriorado.

Caranguejos e siris
  •  Devem ser colocados à venda vivos e apresentam cheiro próprio e suave;
  • Devem possuir aspecto brilhante e úmido;
  •  As patas devem estar bem firmes e inteiras;
  •  Os olhos devem estar destacados e vivos.

Polvos e lulas
  •    A carne destes, deve ser consistente e elástica, com coloração acinzentada, no polvo e levemente rosada, na lula;
  •     A pele deve ser lisa e úmida e não deve apresentar coloração vermelha ou roxa, principalmente na parte interna dos tentáculos;
  •     Os olhos devem ser vivos e salientes.


Moluscos (mariscos e ostras)
  •     Devem ser colocados à venda vivos, com as valvas (conchas) fechadas e resitentes à abertura ;
  •     O líquido interno das conchas deve ser límpido e incolor;
  •     O cheiro deve ser agradável;
  •     A carne deve estar úmida, bem aderida à concha e apresentar coloração cinza-claro em ostras e amarela nos mexilhões.


Abaixo, uma deliciosa receita de salmão assado com ervas:

Ingredientes:
1 1/2 kg de salmão
Alho amassado à gosto
Tomate seco picado à gosto
Dois ramos de alecrim ou salsinha picados
1 xícara de vinho branco seco
Sal à gosto
Azeite de oliva à gosto
Tempero feito na véspera:
Misture todos os temperos, coloque em um pote fechado e guarde na geladeira.
No dia seguinte uma hora antes de assar o salmão, tempere-o
Preparo:
Coloque em um refratário com a pele para baixo, cubra com papel alumínio e leve ao forno em temperatura alta. Depois retire o papel para corar bem. Sirva com o acompanhamento que desejar.




Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura.





quinta-feira, 28 de março de 2013


CHOCOLATES: MARAVILHAS DA PÁSCOA




            Estamos na semana onde, além de comemorarmos a páscoa, sofremos um verdadeiro “ataque” por parte de comércios vendedores de chocolates. Além de gostar, também conheço vários chocólatras que adoram esta semana e, por isso, falarei brevemente sobre esta delícia.
            Os chocolates são produzidos com ingredientes base que são: o açúcar, leite em pó, gordura vegetal e o cacau. Podemos encontrar diversos tipos de chocolate no mercado. Tentarei descrever aqui os principais ingredientes e benefícios à saúde de cada uma dessas maravilhas.

Chocolate Amargo -  Ingredientes principais: massa de cacau, cacau em pó e açúcar.

            Características: este chocolate possui quantidades de açúcar e gordura reduzidos (comparado ao chocolate ao leite) e maior quantidade de cacau que os demais tipos de chocolate. É considerado amargo, o chocolate que possui 70 % ou mais de cacau em sua composição.

            Benefícios à saúde: este tipo é o mais saudável, por conter vitaminas, sais minerais e grande quantidade de flavonóides (antioxidantes naturalmente presente em vegetais, frutas, chocolates e bebidas como chás e vinho), que leva à melhora da cognição, possui ação anti-inflamatória, anti-tumoral, contribui para a redução do LDL- colesterol e ainda está associado com a longevidade e redução dos riscos de doenças cardiovasculares.


Chocolate ao leiteIngredientes principais: açúcar, massa de cacau, manteiga de cacau, gordura vegetal e leite em pó integral.
                Características: Este tipo de chocolate contém quantidades reduzidas de cacau (ente 25% e 40%) e maior teor de gordura (saturada e insaturada) e açúcar, comparado ao amargo.
           
            Benefícios: apesar de estar em quantidade reduzida, este chocolate também possui flavonóides em sua composição, proporcionando os mesmos benefícios que o amargo, mas em escala consideravelmente menor. O consumo do chocolate ao leite deve ser restrito, devido à quantidade de gordura e açúcar, que podem contribuir para o ganho de peso, hipertrigliceridemia e diabetes.


Chocolate brancoIngredientes principais: açúcar, manteiga de cacau, gordura vegetal e leite em pó integral.
            Caracteríscas: Este tipo de chocolate contém em torno de 20% de cacau. Não é à toa que sua coloração é branca. Quanto mais escuro for o chocolate, maior o teor de cacau presente. Este tipo de chocolate deve ter sua ingestão mais controlada que o anterior, pois ele é constituído basicamente de açúcar e gordura (saturada e insaturada).

            Benefícios: Infelizmente, para quem adora, este chocolate traz pouco ou nenhum benefício à saúde de quem os ingere. Assim como o chocolate ao leite, o consumo frequente deste, pode levar à prejuízos à saúde.

Chocolate dietIngredientes principais: massa de cacau, manteiga de cacau, leite em pó integral, leite em pó, gordura vegetal e edulcorantres (adoçantes).
            Características: Este chocolate é, geralmente, consumido por pessoas com restrição na ingestão de açúcar.
           
         Benefícios: Por conter massa de cacau, este também possui os benefícios proporcionados pelos flavonóides. Contudo, este apresenta quantidades de gordura maior que os demais chocolates, podendo levar ao ganho de peso e doenças cardíacas.

Alfarroba -  Ingredientes: vagens de alfarrobeira (árvore nativa do Mediterrâneo), Óleo de Palma Fracionado, Edulcorante Natural Maltitol, Extrato de Soja, Matodextrina, Lecitina de Soja.
            Características - O pó, utilizado para substituir o cacau, é derivado da polpa dessa vagem que é torrada e moída. Esse pó, contudo, possui expressiva diferença em relação ao cacau, tanto no seu conteúdo nutricional, quanto em relação à ausência de estimulantes, como a cafeína e teobromina, além de possuir baixo índice glicêmico.

            Benefícios: Os produtos feitos de alfarroba não possuem glúten, leite, ovos, soja ou adoçantes artificiais, sendo indicado para celíacos e pessoas com intolerância à lactose. Possui boa quantidade de fibras, baixíssimas quantidades de gordura e pode ser encontrada em barra, pó, bombons, gotas e ovos de Páscoa. Devido ao baixo índice glicêmico, pode ser utilizado, por diabéticos.


Tenham uma ótima páscoa!!!







Fontes: Dietary antioxidant flavonoids and risk of coronary heart disease: the Zutphen Elderly Study, M.G.L Hertog MSc * aE.J.M Feskens PhD aD Kromhout PhD aM.G.L Hertog bP.C.H Hollman MSc bM.G.L Hertog cM.B KatanPhD c, The Lancet, Volume 342, Issue 8878, Pages 1007 - 1011, 23 October 1993; Flavonóides antocianinas: características e propriedades na nutrição e saúde, Ana Carolina PinheiroVolpetal.,RevBrasNutrClin2008;23(2):1419;http://carobhouse.com;http://mundoverde.com.br/blog/2012/04/02/pascoa-para-todos-hocolates-a-base-de-soja-e-alfarroba/#more-4497;
















quarta-feira, 20 de março de 2013



Boa tarde a todos!!!
Trago, hoje, mais um conteúdo que tem sido abordado constantemente em artigos e consultórios médicos (inclusive tive a experiência de ser recomendado a mim, por um médico, o uso destes, mas eu já sabia de seus benefícios, já fazia e faço o uso rsrs).
Tomara que esta publicação seja muito útil ao conhecimento de vocês!



Benefícios dos Probióticos e Prebióticos

            Vocês já ouviram falar em lactobacillus e bifidobactérias? Estes  microorganismos, denominados probióticos, são habitantes naturais de nossa flora intestinal e contribuem para a manutenção de nossa saúde, auxiliam na absorção de nutrientes, são responsáveis pela produção de algumas vitaminas, contribuem para a prevenção de alergias e infecções e são fundamentais para o bom funcionamento do intestino, prevenindo, inclusive, casos de câncer. Em casos de doenças ou dietas não-saudáveis, esses nossos “amigos” ficam em quantidades baixas, favorecendo o surgimento de doenças e desordens ao nosso organismo.
            Já os prebióticos são carboidratos específicos que estimulam o crescimento e multiplicação dos probióticos. Eles são o “alimento” dos lactobacillus e das bidifobactérias citados acima.
            Inúmeros estudos vêem comprovando as ações benéficas da suplementação dos probióticos e prebióticos para prevenção e tratamento de diversas doenças. Posso citar aqui alguns benefícios publicados em pesquisas nos últimos meses:

  • A suplementação de Lactobacillus em pacientes com gastrite, com H. Pylori (bactéria responsável pelo câncer estomacal e presente no estômago de algumas pessoas com gastrite), reduz eficazmente o crescimento desta bactéria e melhorar o quadro inflamatório desta doença; 
  • A suplementação dos probióticos associados à  prebióticos  melhora significativamente  o quadro de constipação intestinal; 
  • Em pacientes com intolerância à lactose, os lactobacillus são capazes de reduzir a dor abdominal, os quadros de diarréia e melhoram a absorção intestinal da lactose (por apresentarem ação semelhante à da enzima lactase);
  • Sua ingestão é segura até mesmo na gestação, onde podemos verificar a redução nos casos de diabetes gestacional após tratamento com probióticos;
  • A suplementação oral de probióticos melhora, substancialmente, vaginoses e candidíase, infecções causadas por alterações na flora vaginal;
  • E, recentemente, foi publicado um artigo que comprova que a suplementação de probióticos e prebióticos reduz os quadros de infecções graves após cirurgias gerais.

            Vale ressaltar que a suplementação dos prebióticos e probióticos, para alcançar os benefícios citados acima, deve ser prescrita por nutricionistas ou médicos especializados. Tendo em vista que a obtenção de resultados favoráveis, dependem de tipos (cepas) específicos de microorganismos para cada tipo de doença ou desordem que se deseja combater.


Espero que tenham aproveitado e gostado destas informações. Ótima semana!!





Fontes: Nutritotal; Diretrizes Mundiais da Organização Mundial de Gastroenterologia-Probióticos e prebióticos, Out. 2011; Waitzberg DL, Logullo LC, Bittencourt AF, Torrinhas RS, Shiroma GM, Paulino NP, Teixeira-da-Silva ML. Effect of synbiotic in constipated adult women–A randomized, double-blind, placebo-controlled study of clinical response. Clin Nutr. 2012 Aug 23; Imagem: http://lafarmaciaquemecuida.blogspot.com.br/

terça-feira, 12 de março de 2013

Dieta Mediterrânea



Olá a todos. Meu nome é Karla Leal e sou nutricionista. Além de me dedicar muito à minha profissão, sou muito  preocupada com a prevenção e tratamento de doenças e a manutenção da saúde através da alimentação. Com este blog, quero compartilhar informações e trocar idéias com os meus leitores.

Gostaria de começar o blog com uma dieta que acho muito importante para o momento que vivemos, em que somos rodeados a todo tempo por alimentos processados.


DIETA MEDITERRÂNEA

           A alimentação dos países banhados pelo mar Mediterrâneo, como Itália, Espanha e Turquia, tem como base a dieta mediterrânea. Essa dieta é rica em nutrientes que previnem doenças cardíacas (cardioprotetores), encontrados na chia e azeite extra-virgem, por exemplo, e anti-inflamatórios, encontrados em alimentos como o tomate e o maracujá. Já os alimentos processados, refinados e “fast-food” estão fora do cardápio mediterrâneo.
            Ômega 3, fibras, resveratrol – fitoquímico presente principalmente nas cascas de uvas escuras – e vitamina D também são abundantes nessa dieta. Esses nutrientes auxiliam na prevenção de doenças, contribuem para o bom funcionamento intestinal e o fortalecimento do sistema imunológico. Um outro dado importante é que esta dieta auxilia bastante na perda de peso. Vale lembrar, que os benefícios somente são obtidos através do consumo diário dos alimentos fontes destes nutrientes.
            Essa dieta é característica pelo consumo de frutas e vegetais maturados naturalmente (sem o uso de estufas artificiais), dessa forma, se preserva melhor e por mais tempo todos os nutrientes. Alguns exemplos de alimentos que se destacam são o azeite extra virgem, suco de uva tinta integral, pães e massas integrais, frutas e vegetais frescos, leguminosas, castanhas e sementes como linhaça e chia. Além disso, ainda há o consumo elevado de peixes em relação à carne vermelha e frango.
            É importante lembrar que mesmo com todos os benefícios que essa dieta pode trazer, o consumo excessivo destes alimentos não é recomendado. Pois, apesar de esta dieta ser fonte de gordura saudável, o aumento do consumo de calorias pode levar ao ganho de peso.

Seguindo o tema sobre a dieta mediterrânea, deixo um exemplo de receita:

Filé de peixe ao molho de tomate
Ingredientes:
500g de filé de pescada
2 cebolas
4 tomates
Sal e pimenta do reino à gosto
Suco de um limão
2 colheres de sopa de azeite de oliva
Preparo:
Tempere os filés de peixe com o limão,  pimenta e sal e deixe na geladeira por alguns minutos.
Corte dois tomates e a cebola em cubos e reserve.
Liquidifique os outros tomates com meio copo de água.
Em uma panela, coloque 1 xícara de água e a polpa do tomate liquidificado.
Acrescente o azeite, a pimenta do reino, sal, as cebolas e tomates picados e misture bem.
Acrescente o peixe e deixe-o cozinhar até que fique com textura  firme e macia, mexendo-o com cuidado.
Sirva com salada e acompanhamento de sua preferência.


Espero que essa postagem ajude a todos vocês que buscam um estilo de vida e hábitos alimentares mais saudáveis e cheios de energia. Até a próxima!