quinta-feira, 28 de março de 2013


CHOCOLATES: MARAVILHAS DA PÁSCOA




            Estamos na semana onde, além de comemorarmos a páscoa, sofremos um verdadeiro “ataque” por parte de comércios vendedores de chocolates. Além de gostar, também conheço vários chocólatras que adoram esta semana e, por isso, falarei brevemente sobre esta delícia.
            Os chocolates são produzidos com ingredientes base que são: o açúcar, leite em pó, gordura vegetal e o cacau. Podemos encontrar diversos tipos de chocolate no mercado. Tentarei descrever aqui os principais ingredientes e benefícios à saúde de cada uma dessas maravilhas.

Chocolate Amargo -  Ingredientes principais: massa de cacau, cacau em pó e açúcar.

            Características: este chocolate possui quantidades de açúcar e gordura reduzidos (comparado ao chocolate ao leite) e maior quantidade de cacau que os demais tipos de chocolate. É considerado amargo, o chocolate que possui 70 % ou mais de cacau em sua composição.

            Benefícios à saúde: este tipo é o mais saudável, por conter vitaminas, sais minerais e grande quantidade de flavonóides (antioxidantes naturalmente presente em vegetais, frutas, chocolates e bebidas como chás e vinho), que leva à melhora da cognição, possui ação anti-inflamatória, anti-tumoral, contribui para a redução do LDL- colesterol e ainda está associado com a longevidade e redução dos riscos de doenças cardiovasculares.


Chocolate ao leiteIngredientes principais: açúcar, massa de cacau, manteiga de cacau, gordura vegetal e leite em pó integral.
                Características: Este tipo de chocolate contém quantidades reduzidas de cacau (ente 25% e 40%) e maior teor de gordura (saturada e insaturada) e açúcar, comparado ao amargo.
           
            Benefícios: apesar de estar em quantidade reduzida, este chocolate também possui flavonóides em sua composição, proporcionando os mesmos benefícios que o amargo, mas em escala consideravelmente menor. O consumo do chocolate ao leite deve ser restrito, devido à quantidade de gordura e açúcar, que podem contribuir para o ganho de peso, hipertrigliceridemia e diabetes.


Chocolate brancoIngredientes principais: açúcar, manteiga de cacau, gordura vegetal e leite em pó integral.
            Caracteríscas: Este tipo de chocolate contém em torno de 20% de cacau. Não é à toa que sua coloração é branca. Quanto mais escuro for o chocolate, maior o teor de cacau presente. Este tipo de chocolate deve ter sua ingestão mais controlada que o anterior, pois ele é constituído basicamente de açúcar e gordura (saturada e insaturada).

            Benefícios: Infelizmente, para quem adora, este chocolate traz pouco ou nenhum benefício à saúde de quem os ingere. Assim como o chocolate ao leite, o consumo frequente deste, pode levar à prejuízos à saúde.

Chocolate dietIngredientes principais: massa de cacau, manteiga de cacau, leite em pó integral, leite em pó, gordura vegetal e edulcorantres (adoçantes).
            Características: Este chocolate é, geralmente, consumido por pessoas com restrição na ingestão de açúcar.
           
         Benefícios: Por conter massa de cacau, este também possui os benefícios proporcionados pelos flavonóides. Contudo, este apresenta quantidades de gordura maior que os demais chocolates, podendo levar ao ganho de peso e doenças cardíacas.

Alfarroba -  Ingredientes: vagens de alfarrobeira (árvore nativa do Mediterrâneo), Óleo de Palma Fracionado, Edulcorante Natural Maltitol, Extrato de Soja, Matodextrina, Lecitina de Soja.
            Características - O pó, utilizado para substituir o cacau, é derivado da polpa dessa vagem que é torrada e moída. Esse pó, contudo, possui expressiva diferença em relação ao cacau, tanto no seu conteúdo nutricional, quanto em relação à ausência de estimulantes, como a cafeína e teobromina, além de possuir baixo índice glicêmico.

            Benefícios: Os produtos feitos de alfarroba não possuem glúten, leite, ovos, soja ou adoçantes artificiais, sendo indicado para celíacos e pessoas com intolerância à lactose. Possui boa quantidade de fibras, baixíssimas quantidades de gordura e pode ser encontrada em barra, pó, bombons, gotas e ovos de Páscoa. Devido ao baixo índice glicêmico, pode ser utilizado, por diabéticos.


Tenham uma ótima páscoa!!!







Fontes: Dietary antioxidant flavonoids and risk of coronary heart disease: the Zutphen Elderly Study, M.G.L Hertog MSc * aE.J.M Feskens PhD aD Kromhout PhD aM.G.L Hertog bP.C.H Hollman MSc bM.G.L Hertog cM.B KatanPhD c, The Lancet, Volume 342, Issue 8878, Pages 1007 - 1011, 23 October 1993; Flavonóides antocianinas: características e propriedades na nutrição e saúde, Ana Carolina PinheiroVolpetal.,RevBrasNutrClin2008;23(2):1419;http://carobhouse.com;http://mundoverde.com.br/blog/2012/04/02/pascoa-para-todos-hocolates-a-base-de-soja-e-alfarroba/#more-4497;
















quarta-feira, 20 de março de 2013



Boa tarde a todos!!!
Trago, hoje, mais um conteúdo que tem sido abordado constantemente em artigos e consultórios médicos (inclusive tive a experiência de ser recomendado a mim, por um médico, o uso destes, mas eu já sabia de seus benefícios, já fazia e faço o uso rsrs).
Tomara que esta publicação seja muito útil ao conhecimento de vocês!



Benefícios dos Probióticos e Prebióticos

            Vocês já ouviram falar em lactobacillus e bifidobactérias? Estes  microorganismos, denominados probióticos, são habitantes naturais de nossa flora intestinal e contribuem para a manutenção de nossa saúde, auxiliam na absorção de nutrientes, são responsáveis pela produção de algumas vitaminas, contribuem para a prevenção de alergias e infecções e são fundamentais para o bom funcionamento do intestino, prevenindo, inclusive, casos de câncer. Em casos de doenças ou dietas não-saudáveis, esses nossos “amigos” ficam em quantidades baixas, favorecendo o surgimento de doenças e desordens ao nosso organismo.
            Já os prebióticos são carboidratos específicos que estimulam o crescimento e multiplicação dos probióticos. Eles são o “alimento” dos lactobacillus e das bidifobactérias citados acima.
            Inúmeros estudos vêem comprovando as ações benéficas da suplementação dos probióticos e prebióticos para prevenção e tratamento de diversas doenças. Posso citar aqui alguns benefícios publicados em pesquisas nos últimos meses:

  • A suplementação de Lactobacillus em pacientes com gastrite, com H. Pylori (bactéria responsável pelo câncer estomacal e presente no estômago de algumas pessoas com gastrite), reduz eficazmente o crescimento desta bactéria e melhorar o quadro inflamatório desta doença; 
  • A suplementação dos probióticos associados à  prebióticos  melhora significativamente  o quadro de constipação intestinal; 
  • Em pacientes com intolerância à lactose, os lactobacillus são capazes de reduzir a dor abdominal, os quadros de diarréia e melhoram a absorção intestinal da lactose (por apresentarem ação semelhante à da enzima lactase);
  • Sua ingestão é segura até mesmo na gestação, onde podemos verificar a redução nos casos de diabetes gestacional após tratamento com probióticos;
  • A suplementação oral de probióticos melhora, substancialmente, vaginoses e candidíase, infecções causadas por alterações na flora vaginal;
  • E, recentemente, foi publicado um artigo que comprova que a suplementação de probióticos e prebióticos reduz os quadros de infecções graves após cirurgias gerais.

            Vale ressaltar que a suplementação dos prebióticos e probióticos, para alcançar os benefícios citados acima, deve ser prescrita por nutricionistas ou médicos especializados. Tendo em vista que a obtenção de resultados favoráveis, dependem de tipos (cepas) específicos de microorganismos para cada tipo de doença ou desordem que se deseja combater.


Espero que tenham aproveitado e gostado destas informações. Ótima semana!!





Fontes: Nutritotal; Diretrizes Mundiais da Organização Mundial de Gastroenterologia-Probióticos e prebióticos, Out. 2011; Waitzberg DL, Logullo LC, Bittencourt AF, Torrinhas RS, Shiroma GM, Paulino NP, Teixeira-da-Silva ML. Effect of synbiotic in constipated adult women–A randomized, double-blind, placebo-controlled study of clinical response. Clin Nutr. 2012 Aug 23; Imagem: http://lafarmaciaquemecuida.blogspot.com.br/

terça-feira, 12 de março de 2013

Dieta Mediterrânea



Olá a todos. Meu nome é Karla Leal e sou nutricionista. Além de me dedicar muito à minha profissão, sou muito  preocupada com a prevenção e tratamento de doenças e a manutenção da saúde através da alimentação. Com este blog, quero compartilhar informações e trocar idéias com os meus leitores.

Gostaria de começar o blog com uma dieta que acho muito importante para o momento que vivemos, em que somos rodeados a todo tempo por alimentos processados.


DIETA MEDITERRÂNEA

           A alimentação dos países banhados pelo mar Mediterrâneo, como Itália, Espanha e Turquia, tem como base a dieta mediterrânea. Essa dieta é rica em nutrientes que previnem doenças cardíacas (cardioprotetores), encontrados na chia e azeite extra-virgem, por exemplo, e anti-inflamatórios, encontrados em alimentos como o tomate e o maracujá. Já os alimentos processados, refinados e “fast-food” estão fora do cardápio mediterrâneo.
            Ômega 3, fibras, resveratrol – fitoquímico presente principalmente nas cascas de uvas escuras – e vitamina D também são abundantes nessa dieta. Esses nutrientes auxiliam na prevenção de doenças, contribuem para o bom funcionamento intestinal e o fortalecimento do sistema imunológico. Um outro dado importante é que esta dieta auxilia bastante na perda de peso. Vale lembrar, que os benefícios somente são obtidos através do consumo diário dos alimentos fontes destes nutrientes.
            Essa dieta é característica pelo consumo de frutas e vegetais maturados naturalmente (sem o uso de estufas artificiais), dessa forma, se preserva melhor e por mais tempo todos os nutrientes. Alguns exemplos de alimentos que se destacam são o azeite extra virgem, suco de uva tinta integral, pães e massas integrais, frutas e vegetais frescos, leguminosas, castanhas e sementes como linhaça e chia. Além disso, ainda há o consumo elevado de peixes em relação à carne vermelha e frango.
            É importante lembrar que mesmo com todos os benefícios que essa dieta pode trazer, o consumo excessivo destes alimentos não é recomendado. Pois, apesar de esta dieta ser fonte de gordura saudável, o aumento do consumo de calorias pode levar ao ganho de peso.

Seguindo o tema sobre a dieta mediterrânea, deixo um exemplo de receita:

Filé de peixe ao molho de tomate
Ingredientes:
500g de filé de pescada
2 cebolas
4 tomates
Sal e pimenta do reino à gosto
Suco de um limão
2 colheres de sopa de azeite de oliva
Preparo:
Tempere os filés de peixe com o limão,  pimenta e sal e deixe na geladeira por alguns minutos.
Corte dois tomates e a cebola em cubos e reserve.
Liquidifique os outros tomates com meio copo de água.
Em uma panela, coloque 1 xícara de água e a polpa do tomate liquidificado.
Acrescente o azeite, a pimenta do reino, sal, as cebolas e tomates picados e misture bem.
Acrescente o peixe e deixe-o cozinhar até que fique com textura  firme e macia, mexendo-o com cuidado.
Sirva com salada e acompanhamento de sua preferência.


Espero que essa postagem ajude a todos vocês que buscam um estilo de vida e hábitos alimentares mais saudáveis e cheios de energia. Até a próxima!